
O Profeta era o mais eloq&uuml;ente dentre as pessoas e suas palavras eram muito agrad&aacute;veis, flu&iacute;am e eram sempre racionais.
Permanecia em sil&ecirc;ncio por longos per&iacute;odos, sem falar quando n&atilde;o era necess&aacute;rio. N&atilde;o falava quando n&atilde;o lhe dizia respeito e s&oacute; falava quando era de se esperar uma recompensa de Allah, swt.
Falava com palavras concisas e cheias de significado. Suas palavras eram significativas, mas poucas, nem muito r&aacute;pidas &ndash; correndo o risco de n&atilde;o serem recordadas &ndash; e nem muito longas e interrompidas por pausas.
Era seletivo ao falar e escolhia sempre as melhores express&otilde;es. Sempre se mantinha afastado de qualquer rudeza ou indec&ecirc;ncia.
N&atilde;o gostava de elogiar aqueles que n&atilde;o merecessem e n&atilde;o dirigia palavras duras &agrave;queles que n&atilde;o merecessem. Por isto proibiu chamar a um hip&oacute;crita de &ldquo;senhor&rdquo; ou referir-se a Abu Jahl como &ldquo;Abul Hakam&rdquo;[1] ou mesmo chamar qualquer governante de &ldquo;rei dos reis&rdquo; ou &ldquo;khalifatullah&rdquo; (representante de Allah).
Ensinou a todos os que fossem atormentados por Satan&aacute;s que dizessem &ldquo;bissmillah&rdquo; (em nome de Allah) no lugar de maldizer ou insultar ou suplicar contra Satan&aacute;s. 
Aconselhava que usassem bons nomes e instru&iacute;a que quando um emiss&aacute;rio era enviado, devia ter um bom nome e uma boa apar&ecirc;ncia. Costumava mencionar o significado dos nomes e associar o dono a seu nome.
Disse: &ldquo;os nomes mais amados por allah, swt, s&atilde;o: Abdullah e Abdur-Rahman, os mais verdadeiros s&atilde;o Harith e Hammam e os mais feios s&atilde;o Harb e Murrah&rdquo;.
O Profeta mudou o nome de &lsquo;Asiah (desobediente) por Jamilah (bonita) e mudou Asram (r&iacute;gido-inflex&iacute;vel) por Dhur&rsquo;ah (sementes plantadas/semeadas). Quando chegou a Madinah esta cidade era chamada Yathrib e ele mudou seu nome por Taibah.
Ele dava uma kuniyah (alcunha) a alguns de seus companheiros, a algumas crian&ccedil;as e algumas de suas esposas.
Costumava atribuir uma alcunha &agrave;queles que tinham ou n&atilde;o filhos. Disse: &ldquo;podem usar meu nome (Muhammad), mas n&atilde;o usem minha alcunha[2]&ldquo;.
Ensinou que n&atilde;o fosse usado o nome &lsquo;atama (escurid&atilde;o) para o &lsquo;isha. E proibiu que chamassem as uvas de karm, dizendo: &ldquo;karm &eacute; o cora&ccedil;&atilde;o do crente&rdquo; (Bukhari e Muslim).
Proibiu que fosse dito: &ldquo;choveu devido a tal estrela&rdquo; ou &ldquo;o que seja que Allah e tu desejem&rdquo; ou jurar por qualquer coisa que n&atilde;o fosse Allah. Tamb&eacute;m advertiu contra o uso excessivo de juramentos ou contradizer coisas como: &ldquo;fulano &eacute; um judeu (ou outra coisa) se faz isso ou aquilo&rdquo;. O Profeta proibiu a um amo chamar seu servo &ldquo;meu escravo&rdquo; e proibiu que as pessoas dissessem: &ldquo;minha alma se tornou m&aacute;&rdquo; ou maldizer a Satan&aacute;s e, ainda, proibiu suplicar: &ldquo;&oacute; Allah, perdoa-me se desejas&rdquo;[3].
Proibiu insultar (falar mal de) o tempo, vento, febre ou do galo. Tamb&eacute;m proibiu convidar as pessoas aos costumes pag&atilde;os e supersti&ccedil;&otilde;es do per&iacute;odo pr&eacute;-isl&acirc;mico, tal como o nacionalismo e fanatismo.

 


[1] Abu Jahl significa pai da ignor&acirc;ncia e era um apelido dado a Abu Hakam, um tio do Profeta e um arquiinimigo do islam.


[2] Que era &ldquo;Abul-Qasim&rdquo;.


[3] Uma vez que ningu&eacute;m pode obrigar a Allah, swt, fazer o que n&atilde;o deseja.

