
O Profeta convidava as pessoas ao caminho de Allah durante o dia e a noite, em segredo e publicamente. Permaneceu em Makkah por tr&ecirc;s anos, no in&iacute;cio da profecia, fazendo o chamado &agrave; adora&ccedil;&atilde;o a Allah em segredo. Mas, logo um vers&iacute;culo foi revelado &ldquo;Difunde o que te tem sido ordenado (publicamente) e n&atilde;o te preocupes com os id&oacute;latras&rdquo; (Qu&rsquo;ran 15: 94). O Profeta cumpriu a ordem de Allah, swt, sem temor &agrave; cr&iacute;tica. Convidou aos jovens e velhos, homens livres e escravos, homens e mulheres a crer em Allah, swt.
Quando a persegui&ccedil;&atilde;o e tortura se tornaram insuport&aacute;veis para seus companheiros, em Makkah, ent&atilde;o ele permitiu que emigrassem para a abiss&iacute;nia (Eti&oacute;pia).
O Profeta foi &agrave; cidade de Taif esperando encontrar apoio. Convidou os moradores locais a crerem em Allah, mas ningu&eacute;m o respondeu. Ao contr&aacute;rio, eles o maltrataram, ainda mais que o povo de Makkah e o expulsaram, mandando-o de volta a Makkah, onde entrou sob a prote&ccedil;&atilde;o de Mut&rsquo;im Ibn Adii.
Ent&atilde;o, continuou a propaga&ccedil;&atilde;o do Islam abertamente por mais dez anos, tomando vantagem nas temporadas anuais e visitando os peregrinos em seus acampamentos. Ele tamb&eacute;m fez da&rsquo;wah durante as temporadas de com&eacute;rcio de Okaz, Majinnah e Dhil Majaaz e perguntava por cada tribo e seu acampamento.
Finalmente encontrou seis pessoas da tribo de Khazraj em Aqabah que aceitaram o convite ao Islam. Em seu retorno &agrave; cidade de Madinah, foram convidando as pessoas ao Islam e rapidamente o Islam foi propagado, de tal maneira que em qualquer lugar se ouvia sobre a religi&atilde;o.
No ano seguinte, doze pessoas vieram e tomaram o compromisso em Aqabah, comprometendo-se a obedecer, dar apoio financeiro e ordenar o l&iacute;cito e proibir o il&iacute;cito. Tamb&eacute;m se comprometeram a falar acerca de Allah sem temor da reprova&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m de ajudar e proteger o Profeta ﷺ da mesma forma em que se protegiam a si mesmos, suas esposas e filhos, em troca de receberem a recompensa do Para&iacute;so. Depois disso, retornaram a Madinah, acompanhados por Umm Maktoum, raa e Mus&rsquo;ab Ibn Umair, raa, para que ensinassem o Qur&rsquo;an e chamassem as pessoas ao caminho de Allah. Atrav&eacute;s de sua da&rsquo;wah muitas pessoas entraram no Islam, entre elas Usaid ibn Hudhair e Sa&rsquo;d Ibn Mu&rsquo;adh, raa.
Logo, o Profeta permitiu aos mu&ccedil;ulmanos que emigrassem &agrave; Madinah e eles come&ccedil;aram a faz&ecirc;-lo. Ele e seu companheiro Abu Bakr, raa, foram os &uacute;ltimos mu&ccedil;ulmanos de Makkah a emigrarem para Madinah.
O Profeta estabeleceu uma irmandade entre os imigrantes (muhajirin) e os auxiliadores de Madinah (ansaar). Eram noventa homens no total.

Seus ensinamentos sobre a seguran&ccedil;a, reconcilia&ccedil;&atilde;o e trato com os emiss&aacute;rios[1]

Foi confirmado que o Profeta disse: &ldquo;O direito de prote&ccedil;&atilde;o &eacute; o mesmo para todos os mu&ccedil;ulmanos; at&eacute; o mais humilde pode oferec&ecirc;-lo&rdquo; (Bukhari e Muslim).
Tamb&eacute;m disse: &ldquo;Quem faz um pacto n&atilde;o deve quebr&aacute;-lo at&eacute; que expire o prazo ou a outra parte o viole primeiro&rdquo; (Abu Dawud e Tirmidhi), diz tamb&eacute;m: &ldquo;Quem der prote&ccedil;&atilde;o a um homem (n&atilde;o mu&ccedil;ulmano que entra para a cidade islamica, em sua cust&oacute;dia), depois o assassina, eu estarei distante do assassino&rdquo;.( Ibn Majah).
Quando os emiss&aacute;rios de Musailimah[2] se aproximaram dele, o Profeta disse: &ldquo;Se n&atilde;o fosse pela proibi&ccedil;&atilde;o de matar os emiss&aacute;rios, eu os teria executado&rdquo;, estava dentre seus ensinamentos que os emiss&aacute;rios n&atilde;o fossem assassinados em hip&oacute;tese nenhuma.
N&atilde;o detinha um emiss&aacute;rio se ele escolhesse manter sua f&eacute; ao inv&eacute;s de aceitar o Islam.
Se alguns de seus inimigos faziam algum pacto com um de seus companheiros sem sua aprova&ccedil;&atilde;o e este n&atilde;o era prejudicial aos mu&ccedil;ulmanos, ele aceitava.
O Profeta fez uma tr&eacute;gua de paz de dez anos com a tribo Quraish, sob a condi&ccedil;&atilde;o de que os mu&ccedil;ulmanos que viessem a eles dos quraishitas fossem devolvidos. Mas, Allah, swt, cancelou esta condi&ccedil;&atilde;o no caso das mulheres e ordenou que quando elas viessem ao Profeta que sua f&eacute; fosse testada, ao ser confirmada a f&eacute;, que n&atilde;o fossem devolvidas.
Se uma esposa escolhia retornar e se unir aos incr&eacute;dulos de Quraish, Allah, swt, ordenava aos mu&ccedil;ulmanos dar &agrave;queles cujas esposas haviam desertado o equivalente ao que eles haviam gasto com o dote nupcial. Esta quantia deveria ser exigido dos incr&eacute;dulos, j&aacute; que eles (os incr&eacute;dulos) gozavam do mesmo direito se o caso fosse oposto &ndash; uma esposa de um dos incr&eacute;dulos fugindo para viver dentre os mu&ccedil;ulmanos.
O Profeta n&atilde;o exigiu dos quraishitas que extraditassem nenhum homem que viesse a eles, nem exigiu que este homem fosse devolvido (ou que retornasse). Entretanto, quando alguns desses homens mataram ou tomaram a propriedade de algum dos descrentes, depois de ter deixado o Profeta, n&atilde;o lhes foi garantida a seguran&ccedil;a.
O Profeta fez um acordo com os judeus de Khaibar logo ap&oacute;s derrot&aacute;-los, exigiu que eles deixassem aquela regi&atilde;o, sendo-lhes permitido levar com eles tudo aquilo que suas montarias conseguissem carregar.
Tamb&eacute;m chegou a um acordo em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; terra, com aqueles que ficaram &ndash; com a permiss&atilde;o do Profeta ﷺ: ele ﷺ teria a metade da colheita e cada ano uma pessoa era enviada para estimar o que era colhido.

Seus ensinamentos sobre a da&rsquo;wah aos governantes e o envio de emiss&aacute;rios e cartas[3]

Quando o Profeta retornou do pacto de Hudaibiyah, escreveu aos reis mais pr&oacute;ximos e enviou mensageiros. Dirigiu-se ao imperador Bizantino com uma carta e um emiss&aacute;rio. Este estava inclinado ao Islam e esteve a ponto de declarar sua f&eacute;, mas n&atilde;o o fez.
O Profeta enviou uma carta a Najashi (o governante da Abiss&iacute;nia &ndash; Eti&oacute;pia), quem abra&ccedil;ou o Islam secretamente.
Enviou Abu Mussa al Ashari e Mu&rsquo;adh Ibn Jabal, raa, para difundir o Islam no I&ecirc;men, onde a popula&ccedil;&atilde;o optou pelo Islam pela sua pr&oacute;pria vontade.

Seus ensinamentos sobre o trato com os hip&oacute;critas[4]

O Profeta aceitou a exterioriza&ccedil;&atilde;o da cren&ccedil;a, deixando que Allah, swt, julgue as inten&ccedil;&otilde;es internas. Ele se op&ocirc;s aos hip&oacute;critas usando argumenta&ccedil;&otilde;es convincentes. &Agrave;s vezes usava palavras fortes e discursos eloq&uuml;entes para chegar &agrave;s suas consci&ecirc;ncias.
N&atilde;o ordenou jamais a execu&ccedil;&atilde;o de hip&oacute;critas com a finalidade de manter os cora&ccedil;&otilde;es das pessoas em harmonia. Quando era sugerido a morte destes, ele respondia: &lsquo;N&atilde;o, porque as pessoas dir&atilde;o que Muhammah mata seus companheiros&rdquo;.

 


[1] Zadul Ma&rsquo;ad (3/112)


[2] Um falso auto proclamado profeta, quem prop&ocirc;s compartilhar a soberania com Muhammad, saws.


[3] Zadul Ma&rsquo;ad (3/141).


[4] Zadul Ma&rsquo;ad (1/143)

