Seus ensinamentos ao come&ccedil;ar a ora&ccedil;&atilde;o e a recita&ccedil;&atilde;o
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Quando come&ccedil;ava a ora&ccedil;&atilde;o dizia: &ldquo;Allahu akbar&rdquo; (Deus &eacute; o maior). N&atilde;o dizia nada antes e jamais pronunciava em voz alta a niyah (inten&ccedil;&atilde;o).
Levantava as m&atilde;os &agrave; altura do l&oacute;bulo da orelha e ombros, voltado para a quibla[1]; logo colocava sua m&atilde;o direita sobre a esquerda.
&Agrave;s vezes, dizia: &ldquo;&Oacute; Allah, afasta-me de meus pecados assim como tem afastado o oriente do ocidente. &Oacute; Allah, purifica-me de meus pecados como um traje branco &eacute; lavado. &Oacute; Allah, lava meus pecados com &aacute;gua, gelo e granizo.&rdquo; (Bukhari e Muslim)
Tamb&eacute;m, &agrave;s vezes, dizia: &ldquo;Volto meu rosto &Agrave;quele que criou os c&eacute;us e a terra, inclino-me &agrave; verdade, em submiss&atilde;o e n&atilde;o sou daqueles que associam (outros a Allah). De fato minha ora&ccedil;&atilde;o, meu sacrif&iacute;cio, minha vida e minha morte s&atilde;o para Allah, Senhor dos mundos, n&atilde;o tem s&oacute;cios; isto me foi ordenado e eu sou o primeiro dos mu&ccedil;ulmanos.&rdquo;
Logo ap&oacute;s as palavras de abertura, dizia: &ldquo;A&rsquo;udhu billahi minash Shaytanir rajim&rdquo; (busco ref&uacute;gio em Allah do maldito Satan&aacute;s), ent&atilde;o, recitava a surah al Fatiha (o primeiro cap&iacute;tulo do Qur&rsquo;an).
Fazia uma breve pausa entre a recita&ccedil;&atilde;o de al Fatiha&nbsp; e &ldquo;Allahu akbar&rdquo; e foi narrado tamb&eacute;m que fazia isso logo ap&oacute;s a recita&ccedil;&atilde;o ou antes de inclinar-se.
Assim que completava a Fatiha, come&ccedil;ava outra surah (outro cap&iacute;tulo do Qur&rsquo;an), prolongando-o ou encurtando conforme as circunst&acirc;ncias &ndash; tais como em viagem. Mas, em geral, recitava passagens de dura&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia.
Na ora&ccedil;&atilde;o do fajr (amanhecer), costumava recitar por volta de 60 ou 100 vers&iacute;culos. Algumas vezes recitava a surah Qaf ou a surah ar Rum ou recitava at Takwir, ar Rum ou recitava al Zalzalah em ambos os rak&rsquo;aat (unidade da ora&ccedil;&atilde;o). recitava as surahs al Falaq e an Nas durante uma viagem. Uma vez come&ccedil;ou a recitar a surah al Mu&rsquo;minun no primeiro rak&rsquo;ah at&eacute; que alcan&ccedil;ou a men&ccedil;&atilde;o a Mois&eacute;s e Aar&atilde;o, alaihima salam, quando come&ccedil;ou a tossir, ent&atilde;o terminou a recita&ccedil;&atilde;o e se inclinou.
&Agrave;s sextas costumava recitar, nas ora&ccedil;&otilde;es do fajr: as Sajda e al insaan.
Com freq&uuml;&ecirc;ncia prolongava a recita&ccedil;&atilde;o na ora&ccedil;&atilde;o do dhuhr (meio-dia). Quando era mais longa a recita&ccedil;&atilde;o, reduzia pela metade sua dura&ccedil;&atilde;o na ora&ccedil;&atilde;o do asr (da tarde), mas, quando era mais curta, ent&atilde;o, mantinha.
Quando rezava o maghrib (p&ocirc;r-do-sol) ouvia-se recitar at Tur e algumas vezes al Mursalaat.
No que est&aacute; relacionado com a ora&ccedil;&atilde;o do ishaa (noite), ouvia-se recitar a sura at Tin; limitou a seu companheiro, Muadh, que Allah esteja satisfeito com ele, a surah ash Shams, al A&rsquo;la, al lail e surahs similares e desaprovou recitar al Baqarah neste hor&aacute;rio.
Seus ensinamentos inclu&iacute;am recitar a surah inteira. Algumas vezes a dividia nas duas rakaat. Ele ﷺ podia recitar os vers&iacute;culos iniciais de uma surah, mas nunca foi relatado que ele recitasse apenas o final ou o meio de um cap&iacute;tulo.
Sem d&uacute;vidas, costumava recitar duas surahs nas rakaat das ora&ccedil;&otilde;es volunt&aacute;rias, mas raramente recitava a mesma surah nas duas rakaat. Ele n&atilde;o especificava nenhuma surah em particular para as ora&ccedil;&otilde;es, exceto para a ora&ccedil;&atilde;o de sexta e as dos dois &lsquo;eids (comemora&ccedil;&atilde;o).
Pronunciava a s&uacute;plica do qunut[2] na do fajr e logo ap&oacute;s o ruku&rsquo;[3] por um per&iacute;odo de um m&ecirc;s, ent&atilde;o interrompia este h&aacute;bito. Isto se devia a uma situa&ccedil;&atilde;o particular, ent&atilde;o, quando a situa&ccedil;&atilde;o terminava, ele tamb&eacute;m descontinuava o qunut. Dentre seus ensinamentos estava o de suplicar com o qunut durante as calamidades, mas sem confin&aacute;-lo apenas &agrave; ora&ccedil;&atilde;o do fajr.

Seus ensinamentos sobre como fazer a ora&ccedil;&atilde;o[4]

O Profeta ﷺ&nbsp;costumava fazer a primeira rakah mais longa que a segunda, em toda ora&ccedil;&atilde;o.
Ao completar a recita&ccedil;&atilde;o do Qur&rsquo;an fazia uma pausa suficientemente longa para recuperar o f&ocirc;lego, ent&atilde;o levantava as m&atilde;os dizendo &ldquo;Allahu akbar&rdquo; e se inclinava no ruku&rsquo;, com as m&atilde;os espalmadas em seus joelhos.
Punha suas m&atilde;os nos joelhos como se estivesse agarrando-os. Distanciando seus bra&ccedil;os do corpo, ent&atilde;o endireitava suas costas at&eacute; que ficassem na horizontal, mantendo a cabe&ccedil;a nivelada com as costas, nem mais alta, nem mais baixa.
Assim, nesta posi&ccedil;&atilde;o, repetia &ldquo;Subhana rabbi al adhim&rdquo; (Glorificado seja meu Senhor, o grandioso)[5] ou dizia &ldquo;Subuhanak Allahummah rabana wa bihamdik. Allahumm-aghfir li&rdquo; (Glorificado e louvado sejas, &Oacute; Allah, nosso senhor. &Oacute; Senhor, perdoa-me).[6] Tamb&eacute;m costumava dizer &ldquo;Subbuhun quddusun rabbul mala&rsquo;ikati wa ruh&rdquo; (O mais Glorioso e o mais puro &eacute; o Senhor dos anjos e dos esp&iacute;ritos[7]).
Seu ruku&rsquo; era suficientemente longo para repetir &ldquo;subhana rabbi al adhim&rdquo; dez vezes e sua prostra&ccedil;&atilde;o (sujud) tamb&eacute;m tinha a mesma dura&ccedil;&atilde;o. Algumas vezes fazia ruku&rsquo; e sujud de igual dura&ccedil;&atilde;o ao tempo que gastava em p&eacute;, recitando o Qur&rsquo;an; mas, fazia isso, predominantemente, quando estava s&oacute; na ora&ccedil;&atilde;o da noite. Seu ensinamento era fazer as posi&ccedil;&otilde;es da ora&ccedil;&atilde;o balanceadas em sua dura&ccedil;&atilde;o.
Logo, levantava sua cabe&ccedil;a dizendo: &ldquo;Sami Allahu liman hamidah&rdquo;(Allah ouve &agrave;quele que O louva) (Bukhari e Muslim). Levantava suas m&atilde;os e endireitava suas costas. Fazia o mesmo quando levantava sua cabe&ccedil;a em sua prostra&ccedil;&atilde;o e dizia: &ldquo;A ora&ccedil;&atilde;o &eacute; inaceit&aacute;vel quando um homem n&atilde;o endireita suas costas no ruku&rsquo; e no sujud&rdquo; (Abu Dawud, Tirmidh, Nasa&rsquo;i e Ibn Majah). Quando estava de p&eacute;, costumava dizer: &ldquo;Rabbana wa lakal hamd&rdquo; (Nosso Senhor, para Ti &eacute; todo louvor), como tamb&eacute;m podia dizer: &ldquo;Allahumma Rabbana lakal hamdu&rdquo; (&Oacute; Allah, Nosso Senhor,&nbsp; para Ti &eacute; todo o louvor).
Levantava-se do ruku&rsquo;e recitava: &ldquo;Rabbana wa lakal hamd mil&rsquo;as-samawaati wa mil&rsquo;al-ardd&icirc; wa mil&rsquo;a ma bainahuma wa mil&rsquo;a ma shi&rsquo;ta min shai&rsquo;in baad. Ahl uz-zanaa&rsquo;i wa majdi, ahaqqu ma qal al &lsquo;abdu, wa kulluna laka &lsquo;abd. La mani&rsquo;a lima &aacute; taita wa la um&rsquo;tia lima mana&rsquo;ta, wa la ianfa&rsquo;u dhal jaddi minkal jadd&rdquo; (Nosso Senhor, para Ti &eacute; todo o louvor tanto como para encher os c&eacute;us, a terra, o que est&aacute; entre eles e o que seja que Tu desejes, e muito al&eacute;m disso. Tu &eacute;s merecedor de todo louvor e da glorifica&ccedil;&atilde;o mais digna de ser dita por um servidor e todos n&oacute;s somos Teus servidores. &Oacute; Allah, n&atilde;o h&aacute; quem impe&ccedil;a o que Tu concedas e n&atilde;o h&aacute; quem conceda o que Tu impedes e nenhuma influ&ecirc;ncia serve ante Ti.&rdquo; (Muslim)
Ent&atilde;o dizia &ldquo;Allahu akbar&rdquo; e se prostrava sem levantar suas m&atilde;os. Punha, no ch&atilde;o, seus joelhos, depois as m&atilde;os, ent&atilde;o, a testa e o nariz. Prostrava-se sobre sua testa e nariz sem incluir o turbante. Com freq&uuml;&ecirc;ncia, prostrava-se no ch&atilde;o, inclusive se houvesse &aacute;gua ou barro, ou sobre uma esteira de folha de palma ou uma pele de animal curtida.
Quando se prostrava punha firmemente sua testa e nariz no ch&atilde;o, distanciando seus bra&ccedil;os de seu corpo t&atilde;o amplamente que a brancura de suas axilas podia ser vista.
Costumava por suas m&atilde;os &agrave; altura de seus ombros e orelhas e sustinha seu corpo na prostra&ccedil;&atilde;o com as pontas dos dedos dos p&eacute;s na dire&ccedil;&atilde;o da quibla. Suas m&atilde;os ficavam abertas, mas com os dedos juntos.
Nesta posi&ccedil;&atilde;o ele dizia: &ldquo;Subhaanak Allahumma rabana wa bihamdik. Allahumm-aghfir li&rdquo; (Glorificado sejas &oacute; nosso Senhor e Teu seja o louvor. &Oacute; Allah, perdoa-me) (Bulhari e Muslim). Tambem costumava dizer: &ldquo;Subbuhun quddusun rabbul malaa&rsquo;ikati war ruh&rdquo; (Muslim)
Ent&atilde;o, levantava sua cabe&ccedil;a dizendo: &ldquo;Allahu akbar&rdquo; sem levantar suas m&atilde;os. Logo se sentava, estendendo seu p&eacute; esquerdo sob seu corpo e endireitando seu p&eacute; direito, colocando suas m&atilde;os sobre suas coxas e a ponta dos dedos nos joelhos. Costumava fazer um &ldquo;c&iacute;rculo&rdquo; com seu dedo polegar e o m&eacute;dio, levantando (apontando para cima) o dedo indicador e movimentando-o ,enquanto dizia: &ldquo;Allahumm-aghfir li warhamni wajburni wahdini warzuqni&rdquo; (&Oacute; Allah, perdoa-me, tenha miseric&oacute;rdia de mim, corrija minhas faltas, guia-me e conceda-me o sustento) (Abu Dawud, tirmidhi e Ibn Maja).
Era sua pr&aacute;tica permanecer sentado tanto quanto durava sua prostra&ccedil;&atilde;o.
Logo depois se punha de p&eacute; novamente, levantando com as m&atilde;os em suas coxas. Come&ccedil;ava a recitar o Qur&rsquo;an sem haver pausas como quando do in&iacute;cio da ora&ccedil;&atilde;o. A segunda rakah era feita como a primeira, mas sem o &ldquo;Allahu akbar&rdquo; inicial, a pausa e nem a s&uacute;plica de abertura. Fazia a primeira rakah um pouco mais longa que a segunda.
Quando se sentava para o tashahhud[8] punha sua Mao esquerda sobre sua coxa esquerda e sua m&atilde;o direita sobre sua coxa direita, apontando seu indicador, desta m&atilde;o, para cima. N&atilde;o o mantinha na vertical ou horizontal, sen&atilde;o que o movia enquanto o mantinha ligeiramente curvado. Tamb&eacute;m olhava para o dedo indicador, nesta posi&ccedil;&atilde;o.
Assim, nesta posi&ccedil;&atilde;o sentada, sempre recitava o tashahhud, ensinando seus companheiros a dizer: &ldquo;Attahiatu lilalahi was-salawaatu wat-taiibaat. Assalaamu &lsquo;alaika aiuhan-nabiu wa rahmatulalahi wa baraakatuh. Assalamu &lsquo;alaina wa &lsquo;ala &lsquo;ibadillaahis- saalihin. Ash-hadu an la illaaha ill-Allaahu wash-hadu anna Muh&aacute;mmadan `abduhu wa rasuluh.&rdquo; (As rever&ecirc;ncias, as ora&ccedil;&otilde;es e as boas a&ccedil;&otilde;es s&atilde;o para Allah. A paz esteja contigo, &oacute; Profeta e a miseric&oacute;rdia de Allah e tamb&eacute;m Suas b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os. A paz esteja conosco e com os fi&eacute;is servidores de Allah. Atesto que n&atilde;o h&aacute; deus afora Allah e que Muhammad &eacute; Seu servo e mensageiro) &ndash; Bukhari e Muslim. &nbsp;Ele, ﷺ&nbsp;, n&atilde;o o fazia muito breve, como se rezasse sobre pedras quentes. Depois, dizia &ldquo;Allahu akbar&rdquo; e se levantava com o peso do corpo sobre seus p&eacute;s e as m&atilde;os sobre as coxas, endireitando todo o corpo. Recitava apenas a Fatiha nas &uacute;ltimas duas rakaat.
Durante o tashahhud final, sentava-se no ch&atilde;o com seu p&eacute; direito lateralmente, saindo pelo lado (Abu Dawud). E o p&eacute; esquerdo mantinha embaixo de seu corpo, dobrado. Punha sua m&atilde;o direita sobre a coxa direita e fechava os dedos, mas com o indicador estendido.
Costumava dizer a seguinte s&uacute;plica ao final da ora&ccedil;&atilde;o: &ldquo;Allaahumma inni a&rsquo;udhu bika min &lsquo;adhaabil-qabri wa a&rsquo;udhu bika min fitnatil-masihid-dayyaali wa a&rsquo;udhu bika&nbsp; min fitnatil-mahia wal-mamaat. Allaahumma inni a&rsquo;udhu bika minal-ma'zami wal-maghram&rdquo; (&Oacute; Allah, busco ref&uacute;gio em Ti do tormento do t&uacute;mulo. Busco ref&uacute;gio em Ti da sedu&ccedil;&atilde;o do falso messias e busco ref&uacute;gio em Ti das provas da vida e da morte. &Oacute; Allah, busco ref&uacute;gio em Ti do pecado e das d&iacute;vidas) &ndash; Bukhari.
Finalmente, voltava sua cabe&ccedil;a para o lado direito, sobre os ombros, dizendo: &ldquo;Assalamo &lsquo;alaikum wa rahmatullah&rdquo; (que a paz e a miseric&oacute;rdia de Allah estejam sobre v&oacute;s) e fazia o mesmo para o lado esquerdo.
Ele ordenava ao crente que orasse atr&aacute;s de uma sutrah[9], ainda que fosse um peda&ccedil;o de madeira ou uma flecha. Ele costumava colocar uma lan&ccedil;a quando viajava ou rezava fora da mesquita. Tamb&eacute;m costumava montar seu camelo como uma sutrah, enquanto rezava ou pegava uma sela e rezava atr&aacute;s dela.
quando rezava em frente a uma parede, deixava espa&ccedil;o suficiente para que uma cabra tivesse espa&ccedil;o para passar.

Seus ensinamentos sobre a&ccedil;&otilde;es durante a ora&ccedil;&atilde;o[10]

N&atilde;o era sua pr&aacute;tica olhar &agrave; sua volta durante a ora&ccedil;&atilde;o.
N&atilde;o fechava os olhos quando estava rezando.
Costumava inclinar sua cabe&ccedil;a durante a ora&ccedil;&atilde;o. &Agrave;s vezes, come&ccedil;ava a ora&ccedil;&atilde;o com a inten&ccedil;&atilde;o de faz&ecirc;-la longa, mas, ao ouvir o choro de uma crian&ccedil;a, diminu&iacute;a para evitar a preocupa&ccedil;&atilde;o da m&atilde;e.
Em algumas ocasi&otilde;es levava sua neta Umamah em seus ombros para a ora&ccedil;&atilde;o obrigat&oacute;ria. Quando estava de p&eacute; a mantinha nos ombros, durante o ruku e sujud a abaixava.
Quando estava rezando, seu neto, Hassan ou Hussain, subiam em suas costas. Ele prolongava a prostra&ccedil;&atilde;o para evitar que ca&iacute;ssem.
Quando estava rezando e sua esposa chegava, ele se adiantava para abrir a porta a ela e retornava ao seu lugar.
Ele respondia a uma sauda&ccedil;&atilde;o durante a ora&ccedil;&atilde;o com um sinal com a m&atilde;o.
Costumava chorar ou suspirar se tivesse vontade e limpava a garganta quando necess&aacute;rio.
Costumava rezar descal&ccedil;o, &agrave;s vezes ou com seus sapatos, outras vezes e recomendava que rezassem cal&ccedil;ados para que diferenciassem do povo do livro.
Algumas vezes costumava orar com uma pe&ccedil;a &uacute;nica de roupa, mas o mais comum era usar duas pe&ccedil;as.

Seus ensinamentos sobre a recita&ccedil;&atilde;o das s&uacute;plicas logo ap&oacute;s a ora&ccedil;&atilde;o[11]

Ao terminar a ora&ccedil;&atilde;o pedia a Allah perd&atilde;o tr&ecirc;s vezes e logo dizia: &ldquo;Allaahumma antas-salaamu wa minkas-salaamu, tabaarakta ia dhal-yalaali wal- ikraam&rdquo; (&Oacute; Allah, Tu &eacute;s a paz e de Ti prov&eacute;m a paz. Bendito sejas Tu, &oacute; Dono da majestade e da honra) &ndash; Muslim. Ent&atilde;o, permanecia orientado &agrave; quiblah apenas o tempo para completar esta s&uacute;plica. Imediatamente se voltava para olhar aqueles que rezaram com ele, virando para sua esquerda ou direita.
Logo ap&oacute;s concluir a ora&ccedil;&atilde;o do fajr, permanceia em seu lugar de ora&ccedil;&atilde;o at&eacute; que o sol sa&iacute;sse.
Tamb&eacute;m costumava dizer ap&oacute;s cada ora&ccedil;&atilde;o obrigat&oacute;ria: &ldquo;La ilaaha ill-Allaahu wahdahu la sharika lahu, lahu-mulku wa lahul-hamdu wahuwa `ala kulli shai'in qadir. Allaahumma la maani`a lima a`taita, wa la mu`tia lima mana`ta, wa la ianfa`u dhal-yaddi minkal-yadd&rdquo; (n&atilde;o h&aacute; deus sen&atilde;o Allah, somente, sem s&oacute;cios. D&rsquo;Ele &eacute; a soberania, para Ele s&atilde;o todos os louvores e Ele tem poder sobre todas as coisas. &Oacute; Allah, n&atilde;o h&aacute; quem impe&ccedil;a o que Tu concedes e n&atilde;o h&aacute; bondade (em outra fonte sen&atilde;o Tu) que possa beneficiar, porque a bondade &eacute; Tua) &ndash; Bukhari e Muslim. Tamb&eacute;m dizia: &ldquo;La hawla wa la quwwata illa billaah. La ilaaha il-Allaahu, wa la na`budu illa iiaah. Lahun-ni`matu wa lahul-fadhlu wa lahuz-zanaa'ul-hasan. La ilaaha ill-Allaahu, mujlisina lahud-dina wa lau karihal-kaafirun&rdquo; (n&atilde;o h&aacute; for&ccedil;a e nem poder exceto em Allah. N&atilde;o h&aacute; deus sen&atilde;o Allah e n&oacute;s n&atilde;o adoramos sen&atilde;o a Ele. Toda a b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o&nbsp; e todos os favores s&atilde;o para Ele e para Ele os melhores louvores. N&atilde;o h&aacute; deus afora Allah. Dedicamos nossa religiosidade a Ti, inclusive se isso desagrada aos incr&eacute;dulos) &ndash; Muslim.
Ele, ﷺ, exortava seus seguidores a dizer, logo ap&oacute;s a ora&ccedil;&atilde;o obrigat&oacute;ria: &ldquo;subhana&rsquo;Allah &ndash; alhamdulillah &ndash; Allahu akbar&rdquo; (Glorificado seja Allah &ndash; Louvado seja Allah &ndash; Allah &eacute; o maior) trinta e tr&ecirc;s vezes cada, o que d&aacute; noventa e nove. Para completar cem, ele recomendava que dissessem: &ldquo;La ilaha 'ill-Allaahu wahdahu la sharika lahu, lahul-mulku wa lahul-hamdu wa huwa `ala kulli shai'in qadir&rdquo; (n&atilde;o h&aacute; deus sen&atilde;o Allah, &uacute;nico, sem s&oacute;cios. D&rsquo;Ele &eacute; a soberania e para Ele &eacute; todo o louvor e Ele tem poder sobre todas as coisas.

Seus ensinamentos sobre as ora&ccedil;&otilde;es volunt&aacute;rias[12]

Geralmente fazia ora&ccedil;&otilde;es volunt&aacute;rias (sunnah[13]) e outras volunt&aacute;rias em seu lar, particularmente a sunnah da ora&ccedil;&atilde;o do maghrib.
Regularmente fazia dez rakaat quando n&atilde;o estava viajando: duas antes do fajr, duas antes do dhuhr e duas depois, duas depois do maghrib e duas depois do isha.
Aderia mais estritamente &agrave; sunnah do fajr que &agrave; qualquer outra ora&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria, ao ponto de nunca ter deixado de faz&ecirc;-la. Tamb&eacute;m nunca deixou de fazer a ora&ccedil;&atilde;o do witr[14], n&atilde;o importando se estava viajando ou em sua casa. N&atilde;o foi relatado que ele fizesse nenhuma ora&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria durante suas viagens, exceto estas duas: sunnah do fajr e witr.
Costumava se deitar sobre seu lado direito depois da sunnah do fajr at&eacute; a ora&ccedil;&atilde;o do fajr.
Algumas vezes fazia quatro rakaat antes da ora&ccedil;&atilde;o do dhuhr e, se n&atilde;o podia fazer as duas rakaat depois do dhuhr as fazia depois do asr.
Usualmente fazia a ora&ccedil;&atilde;o da noite em p&eacute;, embora pudesse faz&ecirc;-la sentado ou recitava o Qur&rsquo;an sentado e pouco antes de terminar esta recita&ccedil;&atilde;o ele se punha de p&eacute; novamente e, ent&atilde;o, inclinava-se para o ruku&rsquo;.
Durante a noite costumava fazer oito rakaat, de duas em duas, seguidos de cinco rakaat do witr, consecutivos, sentando-se apenas na quinta. Ou fazia o witr de nove rakaat, sentando-se na oitava e de novo na nona (quando fazia o tashahhud completo para finalizar a ora&ccedil;&atilde;o). logo depois disso, fazia mais duas rakaat. O witr de sete rakaat tamb&eacute;m era similar, sentando-se em duas delas.
Fazia a ora&ccedil;&atilde;o do witr em qualquer um dos ter&ccedil;os da noite (primeiro, mediano ou &uacute;ltimo). Disse: &ldquo;Fa&ccedil;am o witr como sua &uacute;ltima ora&ccedil;&atilde;o voluntaria da noite&rdquo; (Bukhari e Muslim).
Fazia, algumas vezes, duas rakaat sentado logo depois do witr e recitava o Qur&rsquo;an enquanto estava nesta posi&ccedil;&atilde;o, sentada; entretanto, para fazer o ruku, levanta-se.
Se era vencido pelo sono ou pela dor, ent&atilde;o fazia doze rakaat no dia seguinte.
Uma vez fez a ora&ccedil;&atilde;o da noite, recitando somente um vers&iacute;culo do Qur&rsquo;an, o qual repetiu at&eacute; o amanhecer.
&Agrave;s vezes, recitava o Qur&rsquo;an em voz baixa durante a ora&ccedil;&atilde;o da noite, outras, em voz alta. &Agrave;s vezes, punha-se de p&eacute; durante um longo tempo na ora&ccedil;&atilde;o, &agrave;s vezes, diminu&iacute;a este per&iacute;odo.
Recitava, na ora&ccedil;&atilde;o do witr, as surahs al A&rsquo;la, al Kafirun e al Ikhlaas. Logo ao concluir a ora&ccedil;&atilde;o dizia: &ldquo;subhanal Malikil-Quddus&rdquo; (Glorificado seja o Soberano Sant&iacute;ssimo), tr&ecirc;s vezes.[15]

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[1] A dire&ccedil;&atilde;o de Makkah.


[2] Uma s&uacute;plica especial que se recita de p&eacute;, durante a ora&ccedil;&atilde;o.


[3] Inclina&ccedil;&atilde;o 90 graus, na altura da cintura.


[4] Zadul ma&rsquo;ad (1/208)


[5] Narrado por Muslim.


[6] Bukhari e Muslim


[7] Bukhari e Muslim. O esp&iacute;rito se refere ao anjo Gabriel, alaihi salam.


[8] O testemunho que se faz ao sentar na ora&ccedil;&atilde;o, afirmando que n&atilde;o h&aacute; deus afora Allah e que Muhammad &eacute; seu servo e mensageiro.


[9] Um objeto posicionado &agrave; frente de uma pessoa para prevenir que pessoas cruzassem &agrave; frente daquele que ora.


[10] Zadul Ma&rsquo;ad (1/241)


[11] Zadul Ma&rsquo;ad (1/285)


[12] Zadul Ma&rsquo;ad (1/311)


[13] Aquelas que eram feitas pelo Profeta,&nbsp; regularmente.


[14] A &uacute;ltima ora&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria da noite.


[15] Abu Dawud, Nasai e Ibn Majah.

